O Ministério da Saúde autorizou a aquisição de até 20 mil doses da vacina contra a mpox para reforçar os estoques do Sistema Único de Saúde (SUS). A medida ocorre diante do aumento recente de casos da doença no Rio de Janeiro.
Nesta quarta-feira (4), o governo federal também enviou mais 2 mil doses do imunizante ao estado. Com a nova remessa, o Rio de Janeiro recebeu 3,5 mil doses ao longo de 2026.
Apesar da alta registrada na capital fluminense, o número de casos no Brasil apresenta uma queda expressiva em comparação com 2022. Neste ano, foram confirmadas 665 infecções, contra mais de 10 mil naquele período.
A aquisição será realizada por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e tem caráter preventivo, com o objetivo de garantir que o SUS esteja preparado para atender a possíveis mudanças no cenário epidemiológico.
Quem pode se vacinar?
Atualmente, a vacinação é prioritária para pessoas vivendo com HIV/aids que apresentam baixa contagem de células CD4. Também podem receber doses remanescentes usuários de PrEP e profissionais de laboratório que manipulam amostras do vírus.
O esquema prevê duas doses, com intervalo de 28 dias.
Quais são os sintomas?
Os principais sinais da mpox incluem:
- Lesões ou erupções na pele;
- Febre;
- Dor de cabeça e no corpo;
- Cansaço;
- Aumento dos gânglios (ínguas).
A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões, secreções ou mucosas de pessoas infectadas.
Quem apresentar sintomas ou tiver contato próximo com alguém diagnosticado deve procurar uma unidade de saúde para avaliação.
A vacinação também pode ser indicada após a exposição ao vírus, preferencialmente nos primeiros quatro dias, podendo ser realizada em até 14 dias.
Embora a maioria dos casos evolua sem complicações, a doença pode apresentar formas graves, especialmente em pessoas com a imunidade comprometida.
Fonte: G1
