A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), em parceria com a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri), realizou, na sexta-feira (6), a destinação adequada de 4.680 quilos de pescado adulterado apreendidos durante uma operação no bairro Aerolândia, em Fortaleza. O material, recolhido em setembro deste ano, foi encaminhado para a fabricação de ração animal.
A apreensão ocorreu no dia 8 de setembro, após diligências realizadas pelas equipes da Polícia Civil e da Adagri em um estabelecimento clandestino onde o pescado era manipulado e preparado para comercialização.
Durante a fiscalização, os agentes identificaram peixes da espécie panga sendo embalados e apresentados como tilápia, produto que possui maior valor comercial. A prática tinha como objetivo comercializar uma espécie como se fosse outra, induzindo os consumidores ao erro.
No estabelecimento, também foram encontrados rótulos falsificados e produtos armazenados e manipulados em condições sanitárias inadequadas, representando riscos à saúde dos consumidores.
O responsável pelo local, um homem de 54 anos, foi conduzido à Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF), onde foi autuado pelos crimes de falsificação de produto alimentício, falsificação de sinal público e venda de produto impróprio para consumo.
Após a conclusão dos procedimentos legais, os 4.680 quilos de pescado foram transportados para uma empresa localizada no município de Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza.
No local, o material passou por um processo industrial de desidratação, realizado a uma temperatura de 200 graus Celsius, seguido da extração de óleo. Após essas etapas, o pescado foi destinado à produção de ração animal.
A operação conjunta entre a Polícia Civil e a Adagri reforça as ações de fiscalização e combate à comercialização irregular de alimentos no Ceará, especialmente em situações que envolvem adulteração de produtos, falsificação de identificação e descumprimento das normas sanitárias.
A destinação adequada do pescado também evita que produtos considerados impróprios para o consumo humano retornem ao mercado alimentício.
Fonte: Ceará Agora
