Justiça condena mulher e amante por tentarem matar o marido dela para ficar com os bens

A vítima foi atacada com facadas após dar carona ao amante da esposa, que ela apresentou a ele como sendo filho de uma conhecida.
Compartilhe

Uma mulher e o amante foram condenados pela Justiça cearense, as penas que somadas chegam a 40 anos de prisão, por tentarem matar o marido dela em Guaraciaba do Norte, para ficar com os bens da vítima.

De acordo com o veredicto, Maria Gomes Ribeiro, de 62 anos, conhecida como “Dôra” – sentença de 19 anos, 10 meses e cinco dias de prisão e Eduardo Queiroz de Carvalho, de 28 anos – sentenciado à pena de 20 anos, 11 meses e três dias de prisão. Os dois foram condenados pelo crime de tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. O homem também vai responder pelo furto da moto da vítima.

Conforme a denúncia do Ministério Público, na noite de 10 de outubro de 2024, “Dôra” levou Eduardo até sua casa e pediu ao marido que desse carona ao jovem, alegando que ele seria filho de uma conhecida.

Os três saíram trafegando na mesma moto, que era conduzida pelo marido da suspeita. No trajeto, nas proximidades do Distrito de Sussuanha, Eduardo atacou a vítima com uma facada na nuca, provocando a queda do veículo.
Após o acidente, Eduardo continuou esfaqueando o homem na frente de “Dôra” e só parou ao perceber a aproximação de outro veículo. Com isso, ele fugiu levando a moto da vítima.

O marido da suspeita foi socorrido por populares e sobreviveu. “Dôra” chegou a dizer à polícia que o casal havia sido atacado por um desconhecido. No entanto, ao ouvir a vítima no hospital, os policiais descobriram que o agressor tinha sido levado pela própria esposa do homem.

Após a constatação, “Dôra” e Eduardo foram presos e a polícia descobriu que o casal de amantes tinha a intenção de matar o marido da mulher para ficar com os bens dele. A acusada era casada com a vítima há mais de 30 anos.

“Observe-se que o crime foi tão arquitetado pelos réus, de forma que a vítima, agindo de boa-fé, foi convencida pela ré, ainda deu carona aos agressores para levá-los até outro distrito, sem imaginar que sua esposa mantinha um relacionamento com outra pessoa e, muito menos, que planejava sua morte. Tudo isso motivado por bens materiais”, diz um trecho da decisão da Justiça.

Você pode gostar

A defesa diz que o registro está regular no nome do ex-presidente.
O suspeito de matar o próprio irmão a facadas foi preso no distrito de Lisieux, zona rural de Santa Quitéria.
Especialistas alertam que o excesso de tempo em frente às telas pode afetar sono, concentração, produtividade e relações sociais

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *