Uma professora de 55 anos foi agredida no rosto por um dos vizinhos de condomínio na noite do último domingo (12), em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). O ataque teria se iniciado após a vítima reclamar de som alto próximo à janela de sua casa.
Vídeos de câmeras de segurança flagraram o momento em que Selma Maria Mesquita Coelho pede para desligar o som do carro.
Pouco depois, o homem, que não teve a identidade divulgada e aparentava estar sob efeito de álcool, desce do veículo, vai em direção a ela, a ameaça e desfere um golpe na janela.
Vendo que a vítima se trancou em casa para se proteger, ele invade o apartamento, que é no térreo, e não se pode mais ver nada nas imagens, a não ser a esposa e um amigo do agressor surgindo na cena para retirá-lo do local.
Um boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia Metropolitana de Maracanaú no dia seguinte. Segundo a advogada da professora, Irla Dantas, nunca antes houve conflito com o agressor, apesar de o condomínio constantemente ser notificado por perturbação de sossego com som alto.
Em nota sobre o caso, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) afirmou que ainda investiga as circunstâncias do conflito.
Contudo, na terça-feira (14), logo após o protocolo do B.O, as duas famílias tiveram uma discussão e a vítima teria sido novamente ameaçada pelo homem, o que a levou a deixar o condomínio.
Marido também sofreu agressões
O marido da vítima, de 53 anos, também foi agredido no braço. Ele estava em outro cômodo da casa quando ouviu o som da esposa sendo empurrada e tentou ajudá-la.
Além dos danos físicos e psicológicos, a defesa aponta prejuízo material, com a quebra da porta principal da residência. Somados, os fatos configurariam os crimes de violação de domicílio, lesão corporal, ameaça, injúria e difamação e dano.
Além disso, a advogada ressalta que a administração do condomínio foi omissa e que teria orientado a vítima a não procurar a Polícia sob o argumento de que o agressor teria sido aprovado recentemente em um concurso público.
Fonte- Diário do Nordeste
