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Paternidade não é escolha

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Mais de 1,66 milhão de crianças foram registradas no Brasil apenas com o nome da mãe nos últimos dez anos. Por trás desse número existem histórias de ausência, abandono e, muitas vezes, mães que precisaram assumir sozinhas uma responsabilidade que deveria ser compartilhada.

O crescimento dos reconhecimentos voluntários é positivo. Entre 2021 e julho de 2026, mais de 193 mil pessoas tiveram a paternidade reconhecida, e 2026 pode registrar um novo recorde. Mas celebrar esses números não pode nos fazer esquecer o tamanho do problema.

Reconhecer um filho é um direito da criança, mas ser pai vai muito além de colocar um nome na certidão. É estar presente, cuidar, participar e assumir responsabilidades.

Nenhuma criança deveria crescer carregando a dúvida sobre suas origens ou sentindo o peso de uma ausência que não escolheu.

Paternidade não é favor, não é opção e não pode ser exercida apenas quando convém. É responsabilidade.

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