A FIFA prepara um novo salto financeiro para a Copa do Mundo de 2026, com impacto direto nas receitas das seleções participantes. Embalada por um cenário de arrecadação bilionária, a entidade estuda ampliar significativamente a premiação do torneio, que já desponta como o mais lucrativo da história.
A projeção financeira da FIFA indica receitas superiores a US$ 11 bilhões no ciclo entre 2023 e 2026. Esse desempenho abre espaço para o aumento dos bônus distribuídos às equipes, reforçando a estratégia da entidade de reinvestir no futebol mundial. O movimento já começou a ganhar forma. Recentemente, foi aprovado um aumento de aproximadamente 15% na premiação total, elevando o valor para cerca de US$ 871 milhões — mais de R$ 4 bilhões — destinados às 48 seleções classificadas para o Mundial.
Inicialmente, o montante previsto era de US$ 655 milhões, o que já representava um crescimento de 50% em relação à Copa de 2022, realizada no Catar. No entanto, o avanço das receitas comerciais, impulsionado por patrocínios, direitos de transmissão e pela ampliação do torneio, levou a entidade a reavaliar os valores.
Além da premiação principal, os recursos destinados à preparação das equipes e à simples participação também devem ser reajustados. Cada seleção receberá uma cota maior apenas por disputar a competição, além de bônus progressivos conforme o desempenho ao longo das fases. A edição de 2026, que será sediada por Estados Unidos, Canadá e México, marcará uma nova era financeira no futebol. Pela primeira vez com 48 seleções, o torneio terá mais partidas, maior alcance global e potencial ampliado de receitas.
Estimativas de mercado apontam que o faturamento da competição pode ultrapassar US$ 10,9 bilhões, superando com folga os números registrados na Copa do Mundo de 2022. Diante desse cenário, a FIFA reforça sua política de redistribuição de recursos, ampliando os investimentos nas federações nacionais e consolidando o crescimento econômico do futebol em escala global.
Fonte: Diário do Nordeste
