O estágio do câncer de pulmão do papa Leão XIV, de 71 anos, ainda não foi definido. A confirmação depende da análise laboratorial do tumor e dos linfonodos retirados durante a cirurgia realizada na terça-feira (13). Os resultados indicarão se o procedimento foi suficiente ou se será necessário algum tratamento complementar.
O Vaticano confirmou o diagnóstico de adenocarcinoma e informou que o lobo inferior do pulmão direito foi removido. Parte dos linfonodos também foi retirada para análise, mas o estágio da doença ainda não foi divulgado.
Nesta quarta-feira (14), exames de sangue e uma radiografia do tórax indicaram uma recuperação dentro do esperado. Segundo a equipe médica, o pontífice já caminha pelo quarto, realiza fisioterapia respiratória e voltou a se alimentar normalmente.
A cirurgia foi realizada por videoassistência, técnica considerada minimamente invasiva. A recuperação costuma levar de 15 a 20 dias, e o pulmão restante tende a se adaptar gradualmente à perda de parte do órgão.
O que os exames vão revelar
A análise do material retirado durante a cirurgia permitirá avaliar o tamanho do tumor, a existência de outras lesões e o possível comprometimento dos linfonodos, estruturas do sistema imunológico pelas quais as células cancerígenas podem se espalhar.
O patologista também verificará se o tumor foi removido com margens de tecido saudável, fator importante para reduzir o risco de retorno da doença. Além disso, serão investigadas alterações genéticas que podem indicar a possibilidade de tratamentos específicos.
Quais são os próximos passos
Caso o câncer esteja restrito à parte do pulmão removida, com margens adequadas e sem comprometimento dos linfonodos, o acompanhamento poderá ser feito com consultas e exames de imagem.
Se forem identificadas células cancerígenas nos linfonodos ou sinais de uma doença mais avançada, os médicos poderão recomendar tratamentos adicionais, como quimioterapia, imunoterapia ou medicamentos direcionados a características específicas do tumor. A radioterapia também pode ser indicada em determinadas situações.
O estadiamento é fundamental para avaliar o prognóstico. Dados da Associação Internacional para o Estudo do Câncer de Pulmão apontam que a sobrevida em cinco anos varia conforme a progressão da doença: de 68% a 92% no estágio 1, de 52% a 65% no estágio 2 e de 12% a 41% no estágio 3.
O Vaticano ainda não informou quando os resultados serão divulgados. As conclusões também poderão influenciar a agenda do pontífice, que tem previsão de visitar Uruguai, Argentina e Peru entre os dias 6 e 17 de novembro.
Após cirurgias desse tipo, especialistas costumam recomendar evitar viagens de avião por cerca de três semanas, o que poderá ser considerado no planejamento dos compromissos internacionais do papa.
Fonte: G1
