Rússia intensifica bombardeios e realiza maior ataque aéreo contra a Ucrânia desde o início da guerra

A ofensiva atingiu diversos pontos do país, incluindo a capital Kiev, e deixou pelo menos 12 mortos
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Em meio a negociações delicadas e uma significativa troca de prisioneiros, a Rússia lançou, neste domingo (25), o maior ataque aéreo contra a Ucrânia desde o início da invasão. A ofensiva atingiu diversos pontos do país, incluindo a capital Kiev, e deixou pelo menos 12 mortos, entre eles crianças, além de dezenas de feridos.

A ação, que ocorreu durante a madrugada e seguiu até as primeiras horas da manhã, envolveu o lançamento de 367 armamentos aéreos — 69 mísseis e 298 drones. Segundo a Força Aérea da Ucrânia, 47 mísseis e 266 drones foram interceptados, mas os que conseguiram escapar da defesa atingiram prédios civis em vários distritos da capital e de outras regiões.

O ataque superou o recorde anterior de intensidade, registrado no fim de semana passado, quando 273 drones foram lançados em uma única noite. Moradores de Kiev enfrentaram horas de sirenes e orientações para permanecerem em abrigos, numa repetição da tensão vivida no dia anterior, quando outro bombardeio russo deixou ao menos 13 mortos.

A escalada de violência contrasta com o momento raro de cooperação observado neste mesmo domingo, quando Rússia e Ucrânia concluíram a maior troca de prisioneiros desde o início do conflito. No total, mais de 1.000 militares foram libertados em três fases, com 303 soldados de cada lado trocados apenas neste domingo. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, agradeceu à equipe que viabilizou a operação, ressaltando o esforço contínuo para garantir o retorno de prisioneiros ao país.

Enquanto os ataques atingiam a Ucrânia, o Ministério da Defesa da Rússia relatava ter interceptado cerca de 100 drones ucranianos em seu território, em um reflexo da crescente guerra aérea entre os dois países. Moscou e regiões próximas, como Tver, Belgorod, Bryansk, Kursk, Lipetsk, Voronezh e Tula, também foram alvos das investidas, com registro de feridos.

A nova onda de violência acontece poucos dias após a reunião de Istambul, proposta pelo presidente russo Vladimir Putin sob pressão de aliados europeus por um cessar-fogo. A tentativa de negociação, no entanto, não resultou em avanços significativos. Kiev e seus parceiros exigem que Moscou aceite um cessar-fogo imediato e incondicional, exigência que até agora não encontrou eco no Kremlin.

A continuidade dos bombardeios, mesmo após a troca de prisioneiros, reforça a percepção de que o conflito está longe de um desfecho e se mantém em um ciclo de intensificação militar, ao mesmo tempo em que canais diplomáticos seguem travados.

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