ap26225408742094

Só 3% das casas do Reino Unido têm ar-condicionado; entenda por que instalar pode custar caro e até aumentar o calor

A diferença em relação a países como os Estados Unidos é significativa: enquanto 88% das residências americanas possuem ar-condicionado
Compartilhe

As recentes ondas de calor no norte da Europa estão levando cada vez mais moradores a buscar alternativas para refrescar suas casas. Historicamente, as construções da região foram projetadas principalmente para conservar o calor durante os períodos frios. Com o aumento das temperaturas, porém, o ar-condicionado começa a ser considerado uma opção por mais proprietários.

A diferença em relação a países como os Estados Unidos é significativa: enquanto 88% das residências americanas possuem ar-condicionado, no Reino Unido apenas cerca de 3% contam com o equipamento.

A instalação de um sistema completo em uma casa já construída pode custar mais de £ 6 mil, o equivalente a cerca de R$ 44 mil, considerando todo o imóvel. Também pode ser necessário instalar tubulações dentro das paredes, o que pode exigir obras. Os gastos com eletricidade variam conforme o tamanho da residência e podem chegar a milhares de libras por ano. No Reino Unido, a eletricidade custa aproximadamente o dobro do valor praticado nos Estados Unidos.

Os sistemas mais comuns são do tipo split, formados por uma unidade externa, chamada condensadora, e outra instalada dentro da residência. As duas são conectadas por tubulações que transportam o fluido refrigerante. Além de resfriar o ambiente no verão, alguns modelos podem inverter o funcionamento e também fornecer aquecimento no inverno.

Outro ponto é a regulamentação. As condensadoras produzem ruído e podem alterar a aparência dos imóveis. Em algumas situações, especialmente em apartamentos ou áreas com regras específicas, pode ser necessária autorização para a instalação. Por isso, é importante consultar as normas locais e de construção antes de realizar a obra.

Em edifícios históricos, o desafio pode ser ainda maior. Construções antigas geralmente possuem paredes espessas de pedra e grande massa térmica, o que faz com que aqueçam e esfriem mais lentamente. Muitas também foram projetadas para favorecer a ventilação natural, característica que pode aumentar a circulação de ar e exigir mais esforço do ar-condicionado.

Tetos altos também representam um obstáculo, pois aumentam o volume de ar que precisa ser resfriado. Em alguns casos, a instalação pode exigir autorizações específicas e intervenções mais complexas. A umidade também precisa ser considerada, já que o resfriamento pode elevar a umidade relativa do ambiente, tornando necessário o uso de desumidificadores.

Os aparelhos portáteis aparecem como uma alternativa mais simples, mas apresentam limitações. Eles são indicados principalmente para ambientes pequenos e costumam ser menos eficientes energeticamente. Além disso, precisam de um duto para retirar o calor do lado de fora, normalmente por uma janela ou abertura na parede. Quando a janela permanece parcialmente aberta, parte do ar frio pode escapar e o calor externo pode entrar.

Modelos semelhantes aos aparelhos de janela comuns nos Estados Unidos também podem enfrentar restrições de instalação. Em algumas construções, pode ser necessário consultar as autoridades responsáveis pelo planejamento urbano. Além disso, determinados equipamentos exigem janelas que possam ser abertas verticalmente, algo que não é tão comum nas casas modernas do Reino Unido.

Os consumidores também precisam ficar atentos a produtos que prometem refrigeração milagrosa por preços muito baixos. Equipamentos com eficiência duvidosa podem gerar gastos maiores de energia e não entregar o desempenho anunciado.

Além dos custos, existe a preocupação ambiental. Os antigos aparelhos de ar-condicionado utilizavam CFCs, substâncias prejudiciais à camada de ozônio, que deixaram de ser empregadas nos equipamentos modernos. Ainda assim, o uso de ar-condicionado pode contribuir para o aumento das temperaturas nas cidades.

Isso ocorre porque o calor retirado dos imóveis é lançado no ambiente externo pelas unidades condensadoras, contribuindo para o fenômeno conhecido como ilha de calor urbana. Em períodos de temperaturas extremas, esse efeito pode agravar ainda mais o calor nas áreas urbanas.

O impacto ambiental também depende da forma como a eletricidade é produzida. Países com maior participação de fontes de baixo carbono, como energia nuclear, hidrelétrica, solar e eólica, tendem a registrar menores emissões associadas ao uso dos equipamentos. Já regiões que dependem mais de combustíveis fósseis podem apresentar impactos significativamente maiores.

Uma possível alternativa para o futuro está nas bombas de calor. Esses equipamentos estão se tornando mais comuns em novas construções no Reino Unido e, em determinados modelos, podem ser adaptados para funcionar também como sistemas de refrigeração durante o verão.

Outra solução é investir no chamado resfriamento passivo, que busca reduzir a temperatura dos imóveis sem depender diretamente do ar-condicionado. Toldos, persianas externas, árvores e outras estruturas de sombra podem diminuir a entrada de calor pelas janelas e ajudar a manter os ambientes mais frescos.

Essas medidas geralmente são mais baratas e simples de implementar do que um sistema completo de ar-condicionado. Além disso, seguem uma estratégia tradicional utilizada durante séculos para manter os edifícios confortáveis durante o verão.

Com as ondas de calor se tornando mais frequentes em razão das mudanças climáticas, a necessidade de adaptação das construções tende a crescer. A escolha das soluções para enfrentar o calor, porém, também precisa levar em conta o consumo de energia e os impactos ambientais, especialmente porque temperaturas extremas afetam de forma mais intensa idosos e outros grupos vulneráveis.

Fonte: G1

Você pode gostar

Em Sobral, a agenda inclui visitas à Santa Casa de Sobral, Hospital Regional Norte e contará com a presença do prefeito Oscar Rodrigues e o Secretário do Ministério da Saúde Mozart Sales.
O evento, idealizado por Xand Avião, acontece no próximo dia 30 de outubro na capital paulista
A recente declaração de Fiuk sobre ter sido deserdado pelo cantor acaba por rememorar os desentendimentos entre pai e filho, que atravessam mais de uma década

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode se interessar
Publicidade