Donald Trump moderou neste domingo (24) as expectativas de um acordo com o Irã para pôr fim à guerra no Oriente Médio, apesar de ambos os lados relatarem um progresso nas negociações. O presidente norte-americano afirmou que os termos ainda “não estão totalmente negociados”.
“Instruí meus representantes a não se precipitarem (…) porque o tempo está a nosso favor”, escreveu o presidente estadunidense em sua plataforma Truth Social.
No dia 1º de maio, Trump chegou a dizer que a guerra “estava encerrada”, em documento enviado a parlamentares, mas já adiantou que “não estava satisfeito”.
“Se eu fechar um acordo com o Irã, será um bom acordo, sério, não como o que Barack Obama assinou”, disse Trump hoje, referindo-se ao acordo nuclear de 2015 negociado pelo ex-presidente democrata.
Trump também afirmou que o bloqueio aos portos iranianos “permanecerá em pleno vigor” até que um acordo final seja assinado com Teerã.
Um funcionário do alto escalão americano disse ao veículo Axios que a Casa Branca não espera um acordo neste domingo, e que um anúncio poderia levar dias, já que envolve a aprovação de autoridades iranianas, incluindo o líder supremo, Mojtaba Khamenei.
Expectativas
Mais cedo, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse, em evento em Nova Délhi, que havia a possibilidade de o mundo receber “boas notícias” nas próximas horas.
Rubio afirmou que o acordo abordaria as preocupações de Washington em relação ao Estreito de Ormuz, quase totalmente bloqueado pelo Irã em resposta ao ataque de 28 de fevereiro realizado por Israel e pelos Estados Unidos, que desencadeou a guerra.
O controle dessa passagem crucial para o comércio global de hidrocarbonetos tem sido um dos principais obstáculos no diálogo mediado pelo Paquistão desde o início da trégua entre Teerã e Washington, em 8 de abril.
A emissora CBS News, que citou fontes com conhecimento das conversas, afirmou que a proposta em discussão inclui o desbloqueio de alguns ativos iranianos em bancos no exterior e a prorrogação das negociações por 30 dias, prazo que também foi mencionado pelo The Wall Street Journal.
Por outro lado, a agência iraniana Tasnim informou que, apesar das conversas, os Estados Unidos continuavam bloqueando alguns pontos, e citou a questão dos bens iranianos congelados.
Fonte: Diário do Nordeste.
