BNDES lança plataforma de dados de crédito

Os recursos utilizados vêm de fontes como depósitos à vista, cadernetas de poupança, além de fundos e programas públicos
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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) lançam, nesta quarta-feira (1º), em Brasília, o Observatório do Crédito para o Desenvolvimento (OCD), uma nova plataforma voltada à transparência e análise de dados sobre crédito direcionado no Brasil.

A iniciativa vai reunir e disponibilizar informações sobre recursos aplicados nesse tipo de crédito, permitindo avaliar impactos na economia, no desenvolvimento social e na formulação de políticas públicas.

Segundo o Banco Central do Brasil, o crédito direcionado envolve operações regulamentadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) ou ligadas a recursos do orçamento público. Esses financiamentos são voltados, principalmente, para investimentos de médio e longo prazo em setores como habitação, agronegócio e infraestrutura.

Os recursos utilizados vêm de fontes como depósitos à vista, cadernetas de poupança, além de fundos e programas públicos.

De acordo com o diretor do BNDES, Nelson Barbosa, o observatório permitirá mensurar efeitos relevantes do crédito, como geração de emprego e renda, além de impactos ambientais, incluindo a redução na emissão de gases de efeito estufa. Ele também destaca que a plataforma deve estimular debates técnicos baseados em dados.

Já a presidente da ABDE, Maria Fernanda Coelho, afirma que o projeto terá papel estruturante ao desenvolver metodologias capazes de medir resultados econômicos, sociais e ambientais, contribuindo para decisões mais eficientes por parte de gestores públicos e reguladores.

O desenvolvimento do sistema contará com financiamento do BNDES nos primeiros 12 meses e deverá envolver outras instituições do Sistema Nacional de Fomento. A criação da plataforma será feita em parceria com uma instituição de ensino superior, ainda a ser definida, que dará suporte técnico e científico.

A formalização dessa parceria está prevista para maio de 2026, com início das atividades técnicas na sequência. As primeiras publicações do observatório devem ser divulgadas ainda neste ano.

Fonte: Agência Brasil

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