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MPCE denuncia cinco pessoas por plantação de 290 mil pés de maconha em Acopiara

A plantação foi descoberta pela Polícia Civil do Ceará (PCCE) em 25 de junho de 2026, em uma área isolada de aproximadamente três hectares
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O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou cinco pessoas suspeitas de envolvimento no cultivo de uma plantação de maconha descoberta em junho deste ano, na zona rural de Acopiara, no interior do Ceará. A denúncia foi encaminhada à Justiça na terça-feira (20), pela 2ª Promotoria de Justiça de Acopiara e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas Sul (Gaeco Sul).

Segundo o MPCE, os denunciados deverão responder por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Caso sejam condenados, as penas podem chegar a 25 anos de prisão para cada um. Os nomes dos acusados não foram divulgados, e o processo tramita sob segredo de Justiça.

De acordo com as investigações, os integrantes do grupo dividiam as funções relacionadas ao gerenciamento da área, à compra e ao transporte de insumos e ao custeio das atividades utilizadas no cultivo da droga.

PLANTAÇÃO TINHA CERCA DE 290 MIL PÉS

A plantação foi descoberta pela Polícia Civil do Ceará (PCCE) em 25 de junho de 2026, em uma área isolada de aproximadamente três hectares, equivalente a cerca de quatro campos da Arena Castelão.

No local, os policiais encontraram aproximadamente 160 mil pés de maconha em fase de cultivo e outros 130 mil já colhidos, totalizando cerca de 290 mil pés da planta. Aeronaves e drones foram utilizados durante a operação para dimensionar a extensão da área.

Dias após a descoberta, o proprietário do terreno, o agricultor João Holanda Neto, de 59 anos, foi preso. Ele alegou inocência e afirmou desconhecer que o homem que havia arrendado a propriedade utilizava o espaço para cultivar maconha.

Segundo a defesa, João recebia R$ 5 mil mensais pelo aluguel do terreno, com pagamentos em dinheiro. Os advogados também afirmaram que o arrendatário instalou cadeados e correntes nas cancelas de acesso à área onde ficava a plantação.

O proprietário declarou que alugou o terreno por confiar no arrendatário, que seria amigo da família havia cerca de 15 anos. Conforme a versão apresentada pela defesa, o homem teria informado que utilizaria a propriedade para plantar sorgo, milho e feijão, além de produzir carvão e extrair madeira.

CASO GEROU REPERCUSSÃO E INVESTIGAÇÃO ADMINISTRATIVA

A ocorrência ganhou repercussão após o deputado federal André Fernandes visitar o local, três dias depois da operação, e divulgar vídeos que mostravam pés de maconha ainda preservados. O episódio levantou questionamentos sobre a custódia e a destruição do material apreendido.

Diante das denúncias, o governador do Ceará, Elmano de Freitas, esteve na área e afirmou que as possíveis irregularidades seriam apuradas. Na ocasião, ele cobrou esclarecimentos sobre a suspeita de negligência e defendeu uma investigação rigorosa.

Posteriormente, dois delegados da Polícia Civil passaram a responder a Procedimentos Administrativos Disciplinares (PADs), instaurados para apurar possíveis falhas na custódia da plantação encontrada em Acopiara.

O caso segue sob investigação, enquanto os cinco denunciados deverão responder às acusações apresentadas pelo Ministério Público.

Fonte: Diário do Nordeste

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