Segurança de cabaré vira réu por morte de cliente em Fortaleza

Segundo a denúncia do Ministério Público, acusado e vítima teriam discutido dentro do estabelecimento momentos antes do crime
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A Justiça do Ceará decidiu que o segurança de um cabaré, identificado como Diego Antônio Ribeiro, será levado a julgamento pelo Tribunal do Júri pela morte de um pedreiro em Fortaleza. A vítima, Francisco Washington Tavares Monteiro, foi baleada na noite de 7 de abril de 2024, no bairro Bonsucesso.

Segundo a denúncia do Ministério Público, acusado e vítima teriam discutido dentro do estabelecimento momentos antes do crime. A briga foi contida por outras pessoas, mas Diego teria deixado o local e retornado pouco tempo depois armado.

A decisão de levar o caso a júri popular foi tomada pelo juiz da 5ª Vara do Júri de Fortaleza, que entendeu haver indícios de que o segurança foi o responsável pelos disparos que mataram o pedreiro.

Durante depoimento, policiais militares que efetuaram a prisão relataram que o próprio acusado afirmou ter agido em legítima defesa. A defesa, feita pela Defensoria Pública, pediu que o réu não fosse levado a julgamento, alegando falta de provas suficientes sobre a autoria do crime.

Na decisão, o magistrado destacou que a análise completa sobre as circunstâncias do caso deve ser feita pelo Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida.

De acordo com as investigações, a discussão teria começado após a vítima e amigos se desentenderem com uma funcionária do estabelecimento, acusados de esconder garrafas para pagar menos pelo consumo. O segurança interveio e acabou entrando em confronto com o pedreiro.

Após o desentendimento, a vítima teria deixado o local afirmando que voltaria para causar confusão. O segurança também saiu e foi até a própria casa, onde pegou uma arma de fogo. Quando Francisco retornou ao estabelecimento, antes mesmo de entrar, foi surpreendido pelos disparos e morreu no local.

As autoridades classificaram o caso como homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e pela dificuldade de defesa da vítima. Diego chegou a ser preso em flagrante, passou por audiência de custódia e foi colocado em liberdade. Ele aguarda agora a definição da data do julgamento pelo Tribunal do Júri.

Fonte: G1

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