Segundo informações divulgadas, novas mensagens mostram Marcola recebendo um contrato relacionado à venda de canabidiol para o Ministério da Saúde, enquanto Lulinha aparece orientando a empresária a emitir uma nota fiscal para um cliente. Também foram divulgadas imagens de joias trocadas entre a lobista e o ex-chefe de gabinete.
Aliados de Lula afirmam que, até o momento, não foi identificado nenhum ato oficial que comprove a atuação de Lulinha para favorecer contratos da empresária junto ao governo. Apesar disso, reconhecem que o conteúdo das conversas é considerado inadequado e gera preocupação dentro do Palácio do Planalto.
Lula, segundo seus assessores, afirma não ter conhecimento das negociações e mantém a posição de que, caso sejam comprovadas irregularidades envolvendo seu filho ou seu ex-chefe de gabinete, os responsáveis deverão responder judicialmente.
A Polícia Federal também deverá ouvir Lulinha. O depoimento deve ocorrer após a conclusão da análise dos materiais apreendidos nos três inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal e envolvem o filho mais velho do presidente. Atualmente, ele mora na Espanha, mas já afirmou que retornará ao Brasil quando for chamado para prestar esclarecimentos.
No cenário eleitoral, o PT pretende explorar as investigações relacionadas aos R$ 61 milhões destinados pelo banqueiro Daniel Vorcaro ao filme “Dark Horse”, produção sobre Jair Bolsonaro. A estratégia envolve questionamentos sobre o destino dos recursos e possíveis despesas relacionadas a Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, suspeita que é negada pelo deputado.
As investigações sobre os dois casos seguem em andamento.
Fonte: G1
