O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) foi oficialmente citado nesta segunda-feira (16) em um processo administrativo aberto pela Polícia Federal para apurar um possível abandono do cargo de escrivão na delegacia da corporação em Angra dos Reis.
Com a citação formal, começam a contar os prazos do processo disciplinar, incluindo o período de 15 dias para que o ex-parlamentar apresente defesa à comissão responsável pela investigação.
A notificação foi publicada no Diário Oficial da União e informa que Eduardo Bolsonaro está em “lugar incerto e não sabido”.
O caso envolve um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), aberto em 27 de janeiro deste ano, que investiga faltas consideradas injustificadas do ex-deputado. Segundo a apuração, ele estaria morando nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Dependendo do resultado, o processo pode levar à demissão do servidor público.
Eduardo Bolsonaro está afastado do cargo desde fevereiro, após portaria assinada pela Corregedoria Regional da Polícia Federal no estado do Rio de Janeiro. A decisão também determinou a entrega da carteira funcional e da arma de fogo do escrivão.
Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Eduardo afirma ter deixado o Brasil alegando perseguição por parte da Justiça. Ele também responde como réu por coação no curso de processo, devido à atuação nos Estados Unidos contra autoridades brasileiras.
De acordo com a portaria da Corregedoria da PF no Rio de Janeiro, o procedimento vai apurar se o servidor se ausentou intencionalmente do trabalho por mais de 30 dias consecutivos sem justificativa após o fim do mandato como deputado federal, encerrado em 18 de dezembro de 2025.
Com o término do mandato na Câmara, a Polícia Federal determinou o retorno de Eduardo Bolsonaro ao cargo na corporação função da qual estava afastado para exercer a atividade parlamentar. No entanto, ele não retomou as atividades, situação que pode caracterizar abandono de cargo.
Fonte: G1
