Alto consumo de ultraprocessados pode aumentar risco de demência

Alimentos ultraprocessados como refrigerantes, salgadinhos de pacote, nuggets, salsichas, sorvetes industrializados, refeições prontas e pães produzidos industrialmente, estão entre os listados que podem aumentar o risco a demência.
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O consumo frequente de alimentos ultraprocessados pode estar relacionado a prejuízos na atenção e ao aumento do risco de demência. É o que aponta um estudo realizado com mais de 2 mil australianos de meia-idade, que identificou uma associação entre esse padrão alimentar e o pior desempenho cognitivo, mesmo quando a qualidade geral da dieta foi considerada.

De acordo com os pesquisadores, até pequenos aumentos no consumo de produtos ultraprocessados já podem comprometer a capacidade do cérebro de manter o foco e a concentração. Além disso, os participantes que ingeriam mais desses alimentos apresentaram maior presença de fatores ligados ao desenvolvimento de demência.

Entre os alimentos classificados como ultraprocessados estão refrigerantes, salgadinhos de pacote, nuggets, salsichas, sorvetes industrializados, refeições prontas e pães produzidos industrialmente. Esses produtos fazem parte do grupo 4 da classificação Nova, sistema utilizado para categorizar alimentos conforme o grau de processamento industrial.

Para chegar aos resultados, os cientistas aplicaram testes online voltados à análise do desempenho cognitivo dos participantes. As avaliações mediram atenção, velocidade de processamento e memória, incluindo testes de tempo de reação e reconhecimento de imagens.

Já o risco de demência foi estimado por meio do índice CAIDE, ferramenta que reúne fatores como idade, escolaridade, sexo, colesterol, pressão arterial, índice de massa corporal (IMC) e nível de atividade física. Quanto maior a pontuação, maior a probabilidade de desenvolver doenças cognitivas no futuro.

Os pesquisadores alertam, no entanto, que o estudo não comprova uma relação direta de causa e efeito. Ou seja, não é possível afirmar que os ultraprocessados causem demência ou problemas de atenção, mas sim que existe uma associação importante entre o consumo frequente desses alimentos e indicadores de pior saúde cerebral.

Especialistas reforçam que uma alimentação equilibrada, baseada em alimentos naturais ou minimamente processados, pode contribuir para a preservação da saúde cognitiva ao longo da vida, reduzindo riscos relacionados ao envelhecimento do cérebro.

Fonte: Jornal O Globo

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