Dormir ao lado de uma pessoa que ronca pode ir muito além de uma simples noite mal dormida. Segundo especialistas, a interrupção frequente do sono provocada pelo barulho pode causar cansaço, irritabilidade, dificuldade de concentração, problemas de memória e aumento do estresse no dia seguinte.
O ronco acontece quando os tecidos moles das vias aéreas superiores vibram durante o sono. Apesar de ser bastante comum, o problema muitas vezes é tratado como algo inofensivo e acaba sendo ignorado.
Durante a noite, o organismo passa por diferentes estágios do sono, incluindo fases mais profundas importantes para a recuperação física e mental. Quando o descanso é interrompido repetidamente pelo ronco, a pessoa pode passar menos tempo nessas fases, acordando cansada mesmo após várias horas na cama.
O sono também desempenha um papel importante na consolidação da memória e no processamento das informações. Por isso, noites fragmentadas podem afetar a concentração, a capacidade de lembrar informações e a disposição ao longo do dia. A interrupção do sono também pode influenciar os mecanismos relacionados ao estresse e às emoções, aumentando a irritabilidade.
Além dos impactos individuais, o ronco pode afetar a convivência do casal. Discussões, falta de paciência e até a decisão de dormir em quartos separados podem surgir quando o problema se torna frequente. Algumas pessoas recorrem a protetores auriculares ou optam por dormir em outro cômodo para conseguir descansar adequadamente.
Quando procurar ajuda?
Especialistas alertam que é importante descobrir se o problema é apenas o ronco ou se existe uma condição mais séria, como a apneia obstrutiva do sono.
A apneia provoca interrupções repetidas da respiração durante o sono e pode apresentar sinais como pausas na respiração, engasgos ou sufocamentos durante a noite, despertares frequentes e dores de cabeça ao acordar.
Nesses casos, é importante buscar avaliação médica. Dependendo da situação, o tratamento pode envolver o uso de CPAP, medicamentos para condições associadas, dispositivos intraorais ou, em alguns casos, cirurgia.
Para o ronco sem apneia, algumas mudanças de hábitos podem ajudar, como perder peso quando indicado, evitar o consumo de álcool próximo ao horário de dormir, parar de fumar e dormir de lado em vez de ficar de costas.
Também pode ser necessário investigar alergias, congestão ou obstruções nasais. Um profissional de saúde poderá identificar a causa e indicar o tratamento mais adequado.
O mais importante, segundo os especialistas, é não ignorar o problema. O ronco frequente pode comprometer a qualidade do sono de quem ronca e também de quem dorme ao lado. Buscar ajuda pode melhorar tanto a saúde quanto a convivência do casal.
Fonte: G1
