Síndrome respiratória grave avança no Brasil

Entre as capitais, 13 das 27 registram atividade elevada da doença com tendência de crescimento, entre elas Belém, Recife, Brasília e Vitória.
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Maioria dos estados brasileiros está em alerta para aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo novo boletim divulgado pelo InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O cenário reflete o período de maior circulação de vírus respiratórios e acende o sinal de atenção para o avanço da doença em diversas regiões do país.

A análise considera dados da semana epidemiológica 16, entre os dias 19 e 25 de abril. Apenas três estados Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul ficaram fora do nível mais elevado de incidência.

O levantamento aponta crescimento de casos em 16 unidades da federação nas últimas seis semanas, incluindo Minas Gerais, Paraná, Pernambuco e Distrito Federal. Também foi identificado aumento expressivo de infecções pelo vírus sincicial respiratório (VSR), principal responsável por casos graves em crianças pequenas, em praticamente todas as regiões do Brasil.

Já a influenza A segue em alta principalmente no Centro-Sul, enquanto apresenta sinais de desaceleração em partes do Norte e Nordeste.

Entre as capitais, 13 das 27 registram atividade elevada da doença com tendência de crescimento, entre elas Belém, Recife, Brasília e Vitória.

Os dados reforçam que crianças pequenas, especialmente menores de dois anos, concentram a maior parte dos casos, principalmente ligados ao VSR e ao rinovírus. Já entre os idosos, o risco de morte é maior, com predominância de casos graves associados à influenza A e à Covid-19.

Desde o início de 2026, o Brasil contabiliza 46.344 casos de SRAG e 1.960 mortes. Entre os diagnósticos positivos para vírus respiratórios, 38,3% foram causados por rinovírus, 26,4% por influenza A, 21,5% por VSR e 8,5% por Sars-CoV-2.

Especialistas reforçam que a vacinação segue como a principal forma de prevenção contra casos graves, principalmente entre os grupos prioritários. Gestantes também podem receber a vacina contra o VSR a partir da 28ª semana de gestação, contribuindo para a proteção dos bebês nos primeiros meses de vida.

O InfoGripe, iniciativa ligada ao SUS, monitora casos graves de doenças respiratórias no país e auxilia na definição de estratégias de vigilância e resposta em saúde pública.

Fonte: G1

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