Uma nova instrução normativa publicada pelo Banco Central trouxe mudanças importantes para os usuários do Pix por aproximação. A medida permite que os clientes das instituições financeiras solicitem o aumento ou a redução dos limites diários para esse tipo de transação, eliminando o teto fixo de R$ 500 que vigorava até então.
Com a mudança, os valores movimentados por meio do Pix por aproximação passarão a ser contabilizados dentro do limite geral estabelecido para as operações realizadas via Pix. Na prática, a modalidade passa a ter tratamento semelhante ao das transações efetuadas por QR Code ou por meio de chaves Pix. A nova regulamentação também contempla as operações iniciadas por meio da Jornada Sem Redirecionamento (JSR), recurso vinculado ao Open Finance. Nessa categoria estão incluídos pagamentos realizados por meio de carteiras digitais, como as oferecidas pelo Google e pela Samsung.
Segundo o Banco Central, as instituições financeiras terão até o dia 1º de outubro de 2026 para promover as adaptações operacionais necessárias e adequar seus sistemas às novas diretrizes. A norma ainda revoga dispositivos anteriores que tratavam especificamente dos limites para o Pix por aproximação e para a Jornada Sem Redirecionamento, unificando as regras aplicáveis a essas modalidades de pagamento.
Implementado em fevereiro de 2025, o Pix por aproximação permite que consumidores realizem pagamentos apenas aproximando o celular das maquininhas compatíveis, de forma semelhante ao que já ocorre com cartões de débito e crédito por tecnologia de aproximação.
Apesar da expansão da funcionalidade, o recurso ainda não está disponível para usuários de iPhone. A liberação depende da conclusão de discussões envolvendo a Apple e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que investigam possíveis práticas anticompetitivas relacionadas ao acesso à tecnologia de pagamentos por aproximação nos dispositivos da empresa.
Fonte: Globo.com
