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IA impulsiona economia glogal e faz FMI elevar projeção de crescimento para 2026

Apesar da melhora na estimativa, o Fundo alerta que a economia global enfrenta riscos crescentes
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O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou de 3% para 3,1% a previsão de crescimento da economia mundial em 2026. A revisão considera, principalmente, os fortes investimentos em inteligência artificial (IA), que ajudam a compensar os impactos da guerra no Oriente Médio e da alta dos preços da energia.

Apesar da melhora na estimativa, o Fundo alerta que a economia global enfrenta riscos crescentes. A previsão para 2026 continua abaixo do crescimento de 3,5% registrado em 2025. Para 2027, a expectativa é de expansão de 3,4%.

Os investimentos em infraestrutura de inteligência artificial têm beneficiado grandes economias e países fornecedores de equipamentos e componentes tecnológicos, como Coreia do Sul, Malásia, México e Tailândia. O comércio de produtos relacionados à IA cresceu 29% entre 2023 e 2025, enquanto o comércio mundial avançou 8,3% no mesmo período.

Segundo a economista-chefe do FMI, Silvana Tenreyro, a economia mundial tem demonstrado resiliência, mas essa capacidade de absorver impactos está diminuindo. Entre as principais preocupações estão o prolongamento da guerra no Oriente Médio, a possibilidade de novos aumentos no preço do petróleo, a inflação e a elevação dos juros das dívidas públicas.

O Fundo também alerta para os riscos de uma possível desaceleração dos investimentos em inteligência artificial. Caso os ganhos de produtividade esperados não se concretizem, uma revisão negativa das expectativas dos investidores poderá provocar perdas nos mercados financeiros e reduzir o ritmo de crescimento econômico.

Cenário desigual entre as economias

As projeções do FMI mostram diferenças importantes entre os países. Para os Estados Unidos, a previsão é de crescimento de 2,3% em 2026 e em 2027. Na zona do euro, a estimativa para este ano subiu de 0,9% para 1,1%, enquanto o Reino Unido passou a ter previsão de expansão de 1,3%.

A China deve crescer 4,5% em 2026 e 4% em 2027. Já a Índia continua entre as economias de maior expansão, com previsão de crescimento de 7% nos dois anos.

Em contrapartida, países do Golfo diretamente afetados pela guerra enfrentam perspectivas mais negativas. O FMI prevê retrações expressivas em economias como Irã, Iraque, Kuwait e Catar, além de queda do Produto Interno Bruto (PIB) da Arábia Saudita.

A instituição estima que a inflação mundial alcance 4,7% em 2026, com redução para 4,1% em 2027. Entretanto, um agravamento do conflito e a alta do petróleo para US$ 130 por barril poderiam elevar a inflação global e reduzir ainda mais o crescimento econômico.

Endividamento público preocupa o FMI

Outro ponto de atenção é o elevado endividamento dos governos, especialmente nas economias avançadas. Juros mais altos aumentam o custo das dívidas públicas e reduzem a capacidade dos países de investir em serviços e outras áreas essenciais.

Diante desse cenário, o FMI defende medidas para fortalecer as contas públicas, controlar o endividamento e ampliar a capacidade de resposta das economias a futuras crises.

Embora os investimentos em inteligência artificial ofereçam oportunidades de crescimento, o Fundo ressalta que a economia mundial permanece vulnerável à combinação de tensões geopolíticas, inflação, incertezas tecnológicas e dificuldades fiscais.

Fonte: G1

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