O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou nesta segunda-feira (15) que o governo pretende proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos e ampliar a regulamentação sobre plataformas de jogos online e transmissões ao vivo, em meio a preocupações com a segurança de crianças e adolescentes na internet.
Caso seja implementada, a proposta colocará o Reino Unido na vanguarda da regulação digital, com regras mais severas do que as adotadas por diversas democracias ocidentais para controlar a atuação das plataformas tecnológicas.
Ao detalhar o plano, Starmer afirmou que as mudanças “devolverão a infância às crianças”. O pacote prevê restrições para redes sociais como Snapchat, TikTok e Instagram, além de plataformas de jogos online que permitem interações entre menores e usuários desconhecidos.
Analistas ouvidos pela imprensa britânica levantaram dúvidas sobre a eficácia de uma proibição abrangente. Starmer reconheceu que, mesmo com novas regras, será difícil assegurar que todas as restrições sejam cumpridas na prática.
O plano do governo britânico é mais amplo do que o adotado pela Austrália, considerada pioneira nesse tipo de regulação. Além das redes sociais, as medidas podem atingir plataformas de jogos online e recursos projetados para aumentar o tempo de permanência dos jovens nas telas.
Starmer afirmou que a proibição poderá ser implementada na próxima primavera do hemisfério norte. O governo pretende recorrer aos poderes já previstos na legislação britânica, complementados por novas normas regulatórias que deverão ser publicadas até o final deste ano.
