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Explosão e protestos marcam eleição presidencial na Bolívia

Explosão foi registrada em Kutimarca, mas não deixou feridos; no domingo (17), entretanto, o candidato da esquerda, Andrónico Rodríguez, foi atacado por pedras após votar.
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Uma explosão próxima a uma seção eleitoral na comunidade de Kutimarca, em Cochabamba, chamou atenção durante o processo eleitoral na Bolívia neste sábado (16). O artefato detonou enquanto autoridades transportavam a mala eleitoral para o local de votação, mas, segundo a polícia, ninguém ficou ferido.

O Tribunal Eleitoral Departamental mobilizou equipes acompanhadas por militares para garantir a segurança da votação. O ministro de governo, Roberto Ríos, informou que foram tomadas medidas para verificar se o local oferecia condições para a realização do pleito no domingo (17).

Durante o mesmo dia, o presidente do Senado e candidato à presidência pelo Movimento ao Socialismo (MAS), Andrónico Rodríguez, foi alvo de hostilidade. Após votar, ele foi atingido por uma chuva de pedras e insultos de parte da população presente. O carro que o aguardava na saída também foi atingido. Diante da situação, Rodríguez optou por não comentar o episódio e deixou o local rapidamente.

As eleições ocorrem em um contexto de grave crise econômica, com escassez de dólares, combustíveis e alimentos, além de uma inflação acumulada de quase 25% no último ano. Após 20 anos de domínio do MAS, liderado por Evo Morales, as projeções indicam que a Bolívia pode eleger um presidente de direita.

Os principais candidatos à presidência são o empresário Samuel Doria Medina, de 66 anos, pela Aliança Unidade Nacional, e o ex-presidente Jorge Quiroga, de 65 anos, pela Aliança Livre. Ambos prometem reverter o modelo econômico estatal implementado pelo MAS.

Com 11,3 milhões de habitantes e rica em lítio, a Bolívia enfrenta um momento crítico e busca, por meio do voto, uma guinada política e econômica significativa.

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