Os três homens presos em flagrante por homicídio com dolo eventual prestaram depoimento sobre a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. Ela morreu após ser lançada sem corda em salto de rope jumping. No entanto, nenhum deles soube explicar a falha.
O caso foi registrado na manhã de sábado (13) na Ponte do Esqueleto. A estrutura está localizada na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, no Interior de São Paulo.
Os suspeitos foram identificados como Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos; e Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos.
Depoimento dos três para a Polícia Civil
Conforme a delegada responsável pelo caso, Andréa Dantas, eles pareciam estar desnorteados e não sabiam dizer o que aconteceu antes da queda.
“Eles não conseguem se recordar qual foi a falha ali, quem teria que ter colocado a corda, se não houve a fiscalização. Não conseguem se recordar”, compartilha Dantas.
Os três possuem muita experiência com saltos de rope jumping e destacaram que nunca tinham passado por nenhuma situação parecida.
Inclusive, o salto de Maria Eduarda não tinha sido o primeiro do dia. “Eles estão até desnorteados com a situação porque praticam isso há muito tempo e nunca tinha acontecido nada do tipo”, disse a delegada.
Suspeito chamado para ajudar no salto
Um dos presos afirmou não ser responsável por instalar a corda. Ele tinha sido chamado apenas para ajudar na execução do salto.
No entanto, a Polícia Civil considerou que ele tinha condições de notar a falha.
“O terceiro indivíduo teria sido chamado ali para ajudar. Porém, a corda é muito visível, a corda é grossa, inclusive ela está no chão, então daria para ter visto que não estava colocada”, explicou a delegada.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deve ouvir novas testemunhas nos próximos dias. Além disso, a perícia trabalha na elaboração dos laudos que ajudarão a esclarecer as circunstâncias do ocorrido.
