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Justiça de SP torna Deolane Bezerra ré por lavagem de dinheiro e ligação com PCC

Decisão leva em conta a denúncia do Ministério Público apresentada na última quarta-feira (10).
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A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público do Estado (MP-SP) e tornou ré a influenciadora e advogada Deolane Bezerra. Ela é investigada por, supostamente, integrar e lavar dinheiro para a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Também se tornaram réus Marco Willian Herbas Camacho, também conhecido como Marcola, Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior.

A denúncia do Ministério Público, promulgada na última quarta-feira (10), partiu do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), uma equipe de investigação do próprio órgão.

Deolane está presa desde 21 de maio no município de Tupi Paulista, no Interior de São Paulo. Em resposta aos pedidos recentes feitos pela defesa da influencer, o MP ressaltou que a prisão domiciliar não é oferecida em casos de organização criminosa que opera mediante violência.

Entenda a denúncia contra Deolane Bezerra
No documento enviado à Justiça, os promotores do MP relatam ainda que familiares ou pessoas de confiança recebiam ordens dos líderes do PCC para distribuição da renda ilícita obtida com uma empresa de transportes.

Os valores eram depositados em favor de Deolane e de Everton de Souza e Paloma Sanches Herbas Camacho — os dois últimos são sobrinhos de Marcola, líder máximo da organização.

O documento também demonstra, com relatórios de inteligência financeira, que as quebras de sigilo fiscal e bancário dos investigados confirmam a ocultação do dinheiro ilícito e a reinserção dele na economia formal — crime conhecido como lavagem de dinheiro.

Influenciadora teve pedido de transferência negado
Ainda neste mês, a defesa de Deolane pediu à Justiça que transferisse a empresária para uma sala de Estado-Maior, destinada a advogados presos antes de condenação definitiva, ou que ela tivesse a prisão preventiva substituída por domiciliar.

Um dos pedidos foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que entendeu que não cabe àquele tribunal interferir no assunto, uma vez que outros pedidos de liberdade da detida seguem em análise por instâncias inferiores.

Fonte- Diário do Nordeste

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