Na política, parece que sempre existe alguém disposto a dar opinião sobre a casa do vizinho. Desta vez, o cenário ganhou ares de conversa de condomínio internacional, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandando um recado direto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump: pode até ter suas preferências, mas as eleições brasileiras são assunto dos brasileiros.
A resposta veio com uma dose de ironia ao afirmar que Trump pode gostar de Bolsonaro “do pai, do filho, do neto”, porque gosto realmente não se discute. O recado, porém, foi sério: soberania não é tema para torcida organizada, muito menos para interferência externa.
Do outro lado, Trump também não economizou nas palavras ao classificar o Brasil como um país “um pouco perigoso politicamente” e comentar questões envolvendo a família Bolsonaro. Como costuma acontecer quando dois líderes de estilos fortes se encontram no noticiário, o debate rapidamente ultrapassou as fronteiras diplomáticas e virou assunto nas redes sociais.
No fim das contas, a velha máxima continua atual: em política internacional, amizade pode existir, preferência também, mas cada país escreve a própria história nas urnas. Afinal, se já é difícil convencer o vizinho da rua, imagine querer decidir a eleição do vizinho de continente.
Enquanto as declarações rendem manchetes, memes e intermináveis debates na internet, uma lição permanece válida: respeito entre as nações nunca sai de moda. E, convenhamos, o mundo já tem desafios suficientes sem transformar toda eleição em um campeonato internacional de palpites.
