Os Estados Unidos negaram, nesta quarta-feira (2), que tenham bombardeado uma festa de casamento durante os ataques realizados contra o Irã na terça-feira (1º).
O governo iraniano havia acusado as forças norte-americanas de atingir uma residência onde acontecia uma celebração de casamento em Kuhestak, no sul do país. De acordo com informações da Cruz Vermelha, quatro pessoas morreram e cerca de 50 ficaram feridas.
O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom) afirmou à Reuters que as forças americanas não têm civis como alvo. “As Forças Armadas dos EUA nunca têm civis como alvo”, declarou a organização.
Imagens divulgadas por veículos e autoridades iranianas mostram destroços no local apontado como cenário da festa. Segundo a imprensa local, uma criança de 4 anos estaria entre os mortos. Vídeos também mostram crianças recebendo atendimento médico em um hospital.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, condenou o episódio e afirmou que o país irá responder às ações norte-americanas. Em uma publicação, ele criticou a normalização dos ataques contra civis.
A residência atingida fica em uma área próxima ao Estreito de Ormuz, região estratégica para o transporte marítimo internacional.
Nova escalada entre EUA e Irã
Os ataques ocorreram em meio a uma nova escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. Na terça-feira, forças norte-americanas realizaram novos bombardeios contra alvos iranianos, incluindo posições da Guarda Revolucionária Islâmica.
Segundo o Comando Central dos EUA, a ofensiva começou ao meio-dia, no horário de Washington, equivalente a 13h em Brasília.
Washington justificou os ataques alegando que havia registrado tentativas recentes da Guarda Revolucionária de atacar navios comerciais no Estreito de Ormuz e militares americanos na região.
A imprensa iraniana relatou explosões em diferentes pontos do país, incluindo a ilha de Qeshm e áreas próximas ao litoral, como Bandar Abbas, Chabahar, Jask e Sirik. Também houve relatos de um ataque contra um aeroporto civil em Jiroft.
Após os bombardeios, um porta-voz da Guarda Revolucionária afirmou que os Estados Unidos “vão se arrepender” da ofensiva. O presidente Donald Trump, por sua vez, declarou que os EUA poderão realizar novos ataques, “em um nível muito mais duro e elevado”, caso o Irã responda.
O governo iraniano anunciou posteriormente o lançamento de drones e mísseis contra alvos ligados aos Estados Unidos na região. A Jordânia também relatou ataques e acionou seu sistema de defesa aérea.
O Irã afirmou ter matado um grande número de militares americanos durante a ofensiva, mas os Estados Unidos negaram a informação e disseram que nenhum militar norte-americano ficou ferido.
Na região de Teerã, testemunhas relataram ter ouvido sirenes após o início dos ataques e da resposta iraniana.
Fonte:G1
