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Operação Área Restrita: CV treinava criminosos para operar drones e entregar ‘encomendas’ em presídios

Segundo a investigação, os equipamentos eram usados para transportar celulares, relógios inteligentes e pequenas quantidades de drogas.
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A Polícia Civil do Ceará (PCCE) deflagrou, nesta quarta-feira (9), a Operação Área Restrita, que investiga integrantes do Comando Vermelho (CV) suspeitos de utilizar drones para entregar encomendas ilícitas em uma unidade prisional do Ceará.

Segundo a investigação, os equipamentos eram usados para transportar celulares, relógios inteligentes e pequenas quantidades de drogas. O valor das encomendas poderia variar entre R$ 20 mil e R$ 30 mil.

Durante as diligências, pelo menos dois drones foram apreendidos. Para dificultar a identificação durante os voos, os operadores utilizavam fitas isolantes para cobrir as luzes de LED dos aparelhos, reduzindo a visibilidade dos equipamentos pelas equipes de vigilância.

A operação cumpriu mandados de prisão contra 13 pessoas que estavam em liberdade e outras quatro que já estavam no sistema prisional. A Justiça também autorizou o bloqueio de mais de R$ 13 milhões pertencentes aos investigados.

De acordo com a PCCE, as investigações começaram após a prisão em flagrante, em abril de 2025, de uma pessoa suspeita de tentar levar drogas para uma unidade prisional. A partir do caso, os investigadores identificaram um fluxo financeiro utilizado para viabilizar a entrada de aparelhos eletrônicos e entorpecentes no sistema penitenciário.

Os investigadores afirmam ainda que as entregas eram feitas de maneira avulsa, conforme o pedido e o produto solicitado. Os operadores dos drones poderiam ser contratados especificamente para o serviço ou integrantes da própria facção que recebiam treinamento informal para manusear os equipamentos.

A Polícia Civil informou que o foco da operação é identificar e interromper o fluxo financeiro que sustentava o esquema, e não contabilizar todas as tentativas de entrada de drogas nas unidades prisionais.

A investigação aponta que o esquema estava relacionado a uma penitenciária do complexo de Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza, e não à Unidade Prisional de Segurança Máxima.

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