Colmeias Isanelle Nascimento DN

Agropecuária cearense descobre a virtude do crescimento sustentável

Antes de produzir lucro financeiro, a atividade no campo deve gerar ativos para a preservação da natureza.
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Ao mesmo tempo em que este período de eleição, cujo primeiro turno foi ontem realizado, prende a atenção e enche de angústia os brasileiros de todas as idades, os cearenses somos atraídos por boas notícias produzidas pelos seus agentes econômicos, o que revela a dinâmica da iniciativa privada em todos os momentos, incluindo os de tensão como os de agora. Esta coluna transmitiu, na quinta, na sexta e no sábado passados, importantes informações que abrem muito boas perspectivas para a economia estadual do Ceará, e uma delas – o aproveitamento da casca do coco para a produção de gás metano — está em linha com o desejo do mundo de fazer com que seja 100% sustentável a atividade do agro e da indústria. 

A primeira informação que esta coluna publicou, após 30 dias de férias do seu editor, deu conta de que, para a produção de melão e melancia em sua fazenda de São João do Aruaru, em Morada Nova, aqui no Ceará, a Itaueira Agropecuária mantém, espalhadas em toda a sua área cultivada, quase 3 mil colmeias, garantindo, assim, a constante polinização de sua plantação, que, por enquanto, ocupa área de 1.500 hectares, que será dobrada nos próximos dois anos.  

Eis aí um pequeno e relevante detalhe que tem tudo a ver com a defesa e a preservação do meio ambiente. Por lamentável e triste desonestidade intelectual, militantes de esquerda, alguns nas salas de aula das academias, sustentam um velho e surrado discurso de que o agro está provocando a extinção das abelhas, o que está claramente desmentido pela Itaueira, cujas fazendas de melão, no Ceará, no Piauí e na Bahia, têm cerca de 20 mil colmeias, cujas abelhas asseguram a polinização das plantas e o equilíbrio ambiental. 

A outra boa notícia, divulgada no sábado, 3, trouxe mais uma novidade ligada à defesa e à preservação do meio ambiente: a casca do coco verde, dor de cabeça de autoridades públicas e empresas privadas responsáveis pela coleta e tratamento dos resíduos sólidos, será utilizada na produção de gás metano e como fertilizantes de áreas ajardinadas. A cearense Marquise Ambiental, terceira maior empresa brasileira nesse setor, aliou-se à Embrapa para viabilizar o projeto de aproveitamento econômico não só do coco verde, mas também de dejetos (esterco) de aves e suínos.  

Resumindo: as empresas privadas cearenses dão, outra vez, um passo à frente na implementação de iniciativas que unem inovação e tecnologia com o duplo objetivo: desenvolver projetos autossustentáveis, segundo os princípios ESG da ONU (ambiental, social e governança) com bom retorno do investimento. A Itaueira Agropecuária e a Marquise Ambiental são exemplos de empresas comprometidas com a economia sustentável. Mas há muitas outras que assumiram o mesmo compromisso, e a Federação das Indústrias (Fiec) vem premiando, quase mensalmente, empresas industriais cujas atividades foram adequadas ao conjunto de exigências da ONU, recebendo por isto mesmo o Selo ESG.  

Quem quiser saber o que isso significa deve visitar, por exemplo, a indústria de beneficiamento da Samaria Camarões e a fábrica da Samaria Rações, ambas do empresário cearense Cristiano Maia, ou, então, as granjas da Tijuca Alimentos, da Granja Regina e da Granja Cialne ou a Fazenda Flor da Serra, de Luiz Girão, ou a Esmaltec, do Grupo Edson Queiroz, e a Fábrica Fortaleza, do Grupo M. Dias Branco, nas quais os mesmos princípios ambiental, social e de governança podem ser anotados. O empresário de hoje, ao contrário do de ontem, descobriu, e agora tem certeza, de que sua atividade econômica – para ser 100% sustentável – tem, antes de produzir lucro financeiro, gerar ativos para a preservação da natureza. Esta é a mudança substancial e radical que norteia hoje o agro e a indústria no Ceará e no resto do país. 

BETO STUDART LANÇARÁ NO DIA 15 O SEU BS STEEL 

No próximo dia 15, às 18 horas, o empresário Beto Studart reunirá empresários e a imprensa para fazer o lançamento oficial do seu mais novo empreendimento, o BS Steel, uma torre corporativa de 30 andares cuja estrutura será 100% de aço e vidro, localizada na Praça BS, na esquina das Avenidas Senador Virgílio Távora e Santos Dumont. 

As obras do novo edifício já começaram e avançam chão abaixo: as escavações aprofundar-se-ão 20 metros, equivalentes a seis andares no subsolo para abrigar um estacionamento para 600 veículos, com tomadas especiais para os elétricos. Oitenta por cento dos espaços do BS Steel já foram vendidos, informa Studart à coluna. 

A REELEIÇÃO DE ELMANO E SUA RELAÇÃO COM O EMPRESARIADO 

Uma parte do empresariado cearense torceu por uma vitória de Ciro Gomes e outra parte do setor produtivo aliou-se ao projeto de reeleição do governador Elmano de Freitas. Isso teve repercussão, principalmente, no setor da agropecuária.  

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária, a Faec, Amílcar Silveira, um homem declaradamente de direita (votou em Caiado para presidente da República), declarou, logo no início da campanha, seu apoio a Elmano de Freitas, e justificou sua posição dizendo que o governador foi o único que atendeu a todas as reivindicações dos produtores rurais, incluindo a permissão para o uso de drones para a pulverização aérea das lavouras, além da isenção tributária para toda a cadeia produtiva do leite e a redução ao mínimo dos processos de licenciamento ambiental para o setor da carcinicultura, ou seja, a produção de camarão, e isto catapultou a produção no campo.  

Quando a poeira da eleição cearense abaixar, esta coluna não tem dúvida de que o ambiental no setor da agropecuária, o que mais se envolveu na disputa pelo governo do Ceará, voltará à normalidade.  

Estima-se que o governador Elmano manterá a equipe que cuida da área do desenvolvimento econômico, com a qual toda a agropecuária mantém excelente relação, o que será bom para o setor. As rusgas pessoais que se anotaram durante a campanha também deverão ser superadas e o ambiente no setor retomará a paz em poucos dias.  

Na área da indústria, nada há a destacar porque os empresários industriais e sua liderança optaram pela neutralidade, e agora recolhem, sem qualquer problema, o resultado da eleição.  

Resumindo, tanto a indústria quanto a agropecuária manterão suas boas relações com o governador Elmano de Freitas.  

E para terminar: o Ceará registrou o menor índice de abstenção na eleição de ontem: apena 15%. Fruto do esforço que o PT e sua máquina fizeram para levar eleitores a votar.  

Fonte- Diário do Nordeste

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