A expressão “Blindado de Fé” chama atenção e transmite uma imagem de princípios, valores e compromisso com o bem. No entanto, quando alguém que se apresenta dessa forma é acusado de praticar importunação sexual, o contraste entre o discurso e a atitude causa indignação.
Mais do que um caso policial, o episódio reacende um debate necessário: títulos, profissão, religião ou a imagem construída nas redes sociais não podem servir de escudo para comportamentos inaceitáveis. Respeito ao próximo não é um slogan para perfis na internet, mas uma obrigação de qualquer cidadão.
Também chama atenção o fato de que, após a repercussão do caso, a conta do suspeito tenha sido desativada. No entanto, apagar um perfil não apaga as consequências de uma conduta que, se confirmada pelas investigações, causa traumas à vítima e revolta à sociedade.
É fundamental lembrar que toda pessoa tem direito à ampla defesa e à presunção de inocência durante a investigação. Ao mesmo tempo, denúncias de importunação sexual precisam ser tratadas com seriedade, rigor e rapidez pelas autoridades, para que vítimas encontrem acolhimento e os responsáveis, se condenados, respondam pelos seus atos.
A verdadeira blindagem não vem de frases de efeito ou da imagem projetada nas redes sociais. Ela nasce do caráter, do respeito e da capacidade de agir corretamente, mesmo quando ninguém está olhando.
