A possível aprovação do fim da escala 6×1 no Brasil poderá impactar diretamente quase 60% dos trabalhadores formais do país. De acordo com os dados do Ministério do Trabalho e Emprego, aproximadamente 58,38% dos empregados com carteira assinada trabalham entre 41 e 44 horas semanais, jornada geralmente associada ao modelo de seis dias de trabalho para um de descanso.
Em números absolutos, isso representa cerca de 35 milhões de brasileiros, dentro de um universo de 59,9 milhões de trabalhadores formais, incluindo empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), servidores públicos, aprendizes e trabalhadores temporários. Caso a mudança na legislação seja aprovada, esse grupo poderá ter redução da carga horária semanal.
Os dados revelam ainda um crescimento no número de trabalhadores submetidos a jornadas acima de 40 horas. Em comparação com 2024, houve aumento de 34,1 milhões para 35 milhões de pessoas nessa faixa de carga horária. Apesar do crescimento absoluto, a participação proporcional desse grupo caiu levemente, passando de 59,81% para 58,38%, reflexo do avanço mais acelerado do emprego total no país.
Já os trabalhadores com jornada entre 31 e 40 horas semanais representam 30,65% do total, equivalente a aproximadamente 18,3 milhões de pessoas. O restante está distribuído entre cargas horárias menores ou diferenciadas, conforme características específicas de cada atividade econômica.
O debate sobre o fim da escala 6×1 ganhou força nos últimos meses, especialmente entre categorias que defendem melhores condições de trabalho e maior equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Por outro lado, representantes do setor produtivo alertam para possíveis impactos econômicos e operacionais em segmentos que dependem de funcionamento contínuo. A proposta segue em discussão e poderá alterar significativamente a rotina de milhões de trabalhadores brasileiros.
