A República Democrática do Congo (RDC) enfrenta uma nova epidemia de Ebola, considerada a mais mortal já registrada no país em apenas três meses. Uma série especial do Fantástico, da TV Globo, acompanhou os esforços de profissionais de saúde no combate à doença, que já provocou milhares de mortes.
O surto teve início na província de Ituri e se espalhou para outras regiões, principalmente áreas marcadas por conflitos e pela presença de grupos armados. Até o fim de agosto, mais de 6 mil casos haviam sido registrados, número superior ao da epidemia ocorrida no leste do país entre 2018 e 2020.
A equipe do programa acompanhou atendimentos no Centro de Tratamento de Ebola dos Médicos Sem Fronteiras (MSF). Para entrar nas áreas de atendimento, os profissionais utilizam macacão, luvas, máscaras, gorro e proteção facial, já que o vírus pode ser transmitido pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas.
Além da estrutura de saúde, outro desafio é combater a desinformação. Segundo profissionais que atuam na região, parte da população evita procurar atendimento por medo provocado por rumores falsos sobre os centros de tratamento.
Variante sem vacina aprovada
A epidemia é provocada pela cepa Bundibugyo, para a qual ainda não há vacina ou tratamento especificamente homologado. Pesquisas com vacinas e terapias estão em andamento.
As vacinas já aprovadas contra o Ebola são direcionadas principalmente ao vírus do Zaire, responsável pelas maiores epidemias da doença.
O que é o Ebola?
A Doença pelo Vírus Ebola (DVE) é uma infecção grave de origem zoonótica. O morcego é considerado o principal reservatório natural provável do vírus.
A transmissão para humanos pode ocorrer pelo contato com sangue, órgãos ou outros fluidos corporais de animais infectados. Entre os animais associados à transmissão estão chimpanzés, gorilas, morcegos, antílopes e porcos-espinhos.
Entre pessoas, o vírus é transmitido principalmente pelo contato direto com fluidos corporais de indivíduos infectados.
Principais sintomas
Os sintomas podem incluir:
- Febre;
- Dor de cabeça;
- Fraqueza;
- Diarreia;
- Vômitos;
- Dor abdominal;
- Manifestações hemorrágicas.
O período de incubação varia de 2 a 21 dias, e os sintomas costumam surgir entre cinco e dez dias após a infecção.
Fonte: Diário do Nordeste
