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EUA confirmam duas primeiras mortes por sarampo em 2026; doença é evitável com vacina

O país enfrenta atualmente um surto da doença. De acordo com o CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças),
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Os Estados Unidos confirmaram as duas primeiras mortes por sarampo em 2026. As vítimas eram moradoras não vacinadas do Condado de Lancaster, na Pensilvânia, segundo o Departamento de Saúde do estado. As identidades e outros dados pessoais não foram divulgados.

Os óbitos representam um marco negativo para a Pensilvânia, que não registrava mortes por sarampo havia 35 anos.

O país enfrenta atualmente um surto da doença. De acordo com o CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças), 2.777 casos foram confirmados nos Estados Unidos neste ano, número superior aos 2.289 registrados durante todo o ano de 2025. No ano passado, três pessoas morreram em decorrência da doença.

O sarampo é causado por um vírus altamente contagioso, transmitido pelo ar quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou respira próxima de outras pessoas. O vírus pode permanecer no ambiente por até duas horas após a saída do paciente.

A doença, porém, pode ser prevenida por vacinação. A principal proteção é a tríplice viral, que imuniza contra sarampo, caxumba e rubéola e é utilizada há décadas em diversos países, incluindo o Brasil.

A alta de casos nos Estados Unidos ocorre em meio à queda da cobertura vacinal infantil. O índice passou de mais de 95% em 2020 para menos de 93% atualmente. Embora a diferença pareça pequena, ela é significativa porque cerca de 95% é considerada a cobertura necessária para manter a proteção coletiva contra o sarampo.

Segundo especialistas em imunização, a redução vem sendo observada desde 2016 e se intensificou durante a pandemia de Covid-19.

O cenário também ganhou força com declarações do presidente Donald Trump e do secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., que têm questionado políticas tradicionais de vacinação.

Em 10 de agosto, Trump assinou uma ordem executiva que reformula o calendário de vacinação infantil e defendeu mudanças na aplicação da tríplice viral, sugerindo que as vacinas contra sarampo, caxumba e rubéola fossem administradas separadamente. O presidente afirmou haver riscos relacionados à vacina, mas não apresentou evidências científicas que sustentassem a alegação.

Trump e Kennedy Jr. também retomaram a ideia, sem respaldo científico, de que vacinas poderiam estar relacionadas ao autismo. A hipótese surgiu a partir de um estudo publicado em 1998 pelo médico britânico Andrew Wakefield, posteriormente considerado fraudulento. A pesquisa foi retratada pela revista que a publicou e Wakefield perdeu sua licença médica.

Estudos realizados com milhões de crianças em diferentes países não encontraram relação causal entre vacinação e autismo, segundo a Organização Mundial da Saúde.

Fonte: G1

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