Claudia Leitte abre o coração sobre trauma envolvendo o filho

Cantora relembrou internação de Davi na UTI e contou marcas deixadas pelo episódio
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Claudia Leitte relembrou um dos momentos mais delicados de sua vida pessoal ao falar sobre a internação do filho mais velho, Davi, ainda bebê.

O adolecente, atualmente com 17 anos, precisou ficar na UTI aos três meses de idade após ser diagnosticado com meningite bacteriana, quadro que quase terminou de forma trágica e deixou marcas profundas na cantora.

Momento difícil

Durante participação no podcast Desculpincomodar, a artista contou que a experiência transformou sua relação com a fé e se tornou referência nos períodos de dificuldade. Ao explicar como conseguiu atravessar aquela fase, declarou: “Quando estou fraca é que estou forte”.

Em seguida, completou: “Eu vivi isso na pele, ninguém me ensinou, não aprendi na Bíblia. Isso está muito claro para mim, e quando sinto dificuldade ou tristeza, [lembrar] esse momento me faz entender que vai passar. É impressionante”.

Trauma

Na conversa, Claudia também revelou que desenvolveu um trauma ligado ao episódio vivido com o filho. Segundo ela, durante muito tempo evitou se sentar no banco ao lado da janela em vans, por associar o local ao instante em que percebeu que algo estava errado com o bebê.

“Eu carregava Davi nos braços, tirei ele da cadeirinha e coloquei no meu braço, e o pescoço dele estava meio mole. Nunca esqueço disso, porque ele sempre ficava com o pescoço duro olhando a janela, quando eu pegava ele para amamentar no carro ou alguma coisa fora do roteiro. Aí, tirei ele porque estava achando ele estranho. [Desde então] não conseguia mais sentar no canto da van”, contou.

Depois de identificar a origem desse bloqueio, a cantora decidiu enfrentar a situação de maneira direta. “Quando soube, falei: ‘Pois agora eu vou sentar aqui sempre’. E eu só sento [ali], virou um toque agora”, afirmou.

Dor virou fortalecimento

Ao encerrar o relato, Claudia refletiu sobre como transformou a dor em fortalecimento espiritual.

“Vou lembrar disso, tenho uma cicatriz disso, mas quando estou fraca é que estou forte. Acredito mais em Deus, fico mais disciplinada na minha fé, mais dependente de Deus. A gente fica achando que é um coach, padre, pastor, pai de santo, que é alguém [que vai nos dizer o que fazer], mas Deus fala dentro da gente”.

“Essas vozes da cabeça que vêm do digital querem atrapalhar a gente e se ramificar aqui dentro para a gente não chegar onde Deus quer que a gente chegue, e se a gente não escutar a voz Dele, só vai sobrar isso, e eu não deixo não. Estou mais forte ainda, vou ficar mais e, quando estiver fraca, esse episódio é um referencial bom para mim de que eu posso [seguir em frente]”.

Fonte: Metrópoles.

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