O carro da família do bacharel em Direito João Munhoz Neto, de 34 anos, passou por uma vistoria na tarde desta quinta-feira (24). O veículo foi levado ao pátio do 2º Distrito Policial, no bairro Aldeota, em Fortaleza, pelos próprios familiares de João, 11 dias após a morte da universitária Isabelle Caracristi.
O porta-malas de um Creta preto estava cheio. Durante a vistoria, policiais civis retiraram do veículo um rádio comunicador e uma luz de LED. Os objetos foram devolvidos minutos depois.
O automóvel é o mesmo que aparece em imagens da garagem do edifício La Piazza, às 22h48 do dia 13 de setembro de 2026, data da morte da estudante. Segundo as investigações, João, o irmão dele, a namorada e outra mulher estavam no veículo naquele dia.
Celulares de João, de Isabelle e da mãe dele, a servidora pública Sara Regina Alexandre Munhoz, foram apreendidos e encaminhados para perícia.
A Polícia Civil também solicitou a apreensão de câmeras, cartões de memória, cadernos, blocos e objetos pessoais pertencentes a Isabelle.
Pedido de habeas corpus
Também nesta quinta-feira (24), a advogada Lígia Peixe, que representa João e a família dele, protocolou um pedido de habeas corpus para tentar revogar a prisão do bacharel em Direito.
O Tribunal de Justiça do Ceará informou que os procedimentos judiciais relacionados à investigação da morte de Isabelle tramitam em segredo de Justiça.
João foi preso na terça-feira (22), passou por audiência de custódia e foi encaminhado ao sistema prisional no dia seguinte.
Perícia aponta queda como “voluntária”
O perito-geral da Perícia Forense do Ceará (Pefoce), Júlio Torres, afirmou em coletiva de imprensa realizada na quarta-feira (23) que o laudo pericial aponta que a queda que provocou a morte de Isabelle, de 22 anos, ocorreu por “precipitação voluntária”. Segundo ele, imagens de uma câmera de monitoramento instalada no condomínio La Piazza corroboram essa conclusão.
Quem era Isabelle Caracristi?
Isabelle Caracristi, de 22 anos, era universitária e tinha o sonho de seguir carreira na área do Direito. Segundo o irmão dela, Rafael Magalhães, a jovem desejava se tornar advogada criminalista ou juíza e tinha forte interesse pela defesa dos direitos de crianças e mulheres.
Rafael descreveu a irmã como uma pessoa alegre, comunicativa e muito próxima da família. Ele também contou que Isabelle costumava cuidar da mãe e da avó e gostava de estar presente nos momentos em família.
“Todo mês a Isabelle ia pintar o cabelo da minha avó e agora ela pergunta: ‘quem vai pintar meu cabelo?’. Ela era comunicativa, divertida, não tinha tempo ruim para a minha irmã”, relatou o irmão.
Fonte: Diário do Nordeste
