Casos graves de dengue aumentam no Brasil, idosos são os mais afetados

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Apesar do aumento de casos graves, o país registra menor letalidade provocada pela dengue

A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Ethel Maciel, alertou para o alto número de casos graves de dengue no país, principalmente entre idosos com algum tipo de comorbidade. A declaração foi feita durante uma reunião com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

Segundo Ethel, este é o pior pico de casos dos últimos anos. Ela enfatizou a necessidade de um atendimento diferenciado para os idosos no sistema de saúde, tanto para o diagnóstico inicial quanto para os pacientes que já estão com dengue e apresentaram piora no quadro. Atualmente, são mais de 7,7 mil casos considerados graves e com sinais de alarme.

Apesar do aumento de casos graves, o país registra menor letalidade provocada pela dengue. Os principais sorotipos que circulam no Brasil neste momento são o 1 e o 2, mas há registros do tipo 3 e do 4. No ano passado, o principal sorotipo em circulação era o 2.

Em 2023, o pico da dengue foi registrado entre o final de março e o início de abril. Em 2024, dados do Ministério da Saúde mostram que os primeiros dois meses já ultrapassaram o total de casos registrados durante o pico do ano anterior.

Desde 1º de janeiro, o painel de monitoramento de arboviroses do Ministério da Saúde registra 991 mil casos prováveis de dengue e 195 mortes confirmadas. Há ainda 674 mortes em investigação. O índice de incidência, atualmente, é de 488 casos para cada grupo de 100 mil habitantes.

No próximo sábado (2), o Ministério da Saúde, em parceria com estados e municípios, vai realizar o Dia D de combate à doença. Com o tema “Brasil Unido Contra a Dengue”, serão realizadas ações de orientação para a população sobre os cuidados para evitar a disseminação da doença, como eliminar os criadouros do mosquito transmissor.

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