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Juíza dos EUA rejeita tentativa de separar negócio de publicidade do Google

A decisão foi tomada pela juíza Leonie Brinkema, do tribunal federal de Alexandria, na Virgínia. Em vez de determinar a venda de ativos
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Uma juíza federal dos Estados Unidos rejeitou, nesta quarta-feira (2), o pedido do governo para obrigar o Google a vender parte de sua divisão de publicidade digital. A decisão representa uma vitória para a empresa e impede, por enquanto, o desmembramento de uma parcela de seu negócio de anúncios.

A decisão foi tomada pela juíza Leonie Brinkema, do tribunal federal de Alexandria, na Virgínia. Em vez de determinar a venda de ativos, ela optou por estabelecer medidas para regulamentar a atuação do Google no mercado de publicidade digital.

Esta é a segunda vez, nos últimos anos, que um juiz federal dos EUA rejeita uma tentativa de separar parte dos negócios do Google. Em outro processo, relacionado ao domínio da empresa no mercado de buscas, um magistrado também recusou, em 2025, a proposta de obrigar a companhia a vender o navegador Chrome.

Em maio, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) havia pedido que o Google vendesse as plataformas de publicidade AdX e DFP. A solicitação ocorreu depois de Brinkema concluir, em abril, que a empresa havia adquirido e mantido ilegalmente uma posição de monopólio em dois segmentos do mercado de publicidade digital.

Para o governo americano, a venda das plataformas seria necessária para aumentar a concorrência nos mercados de leilões de anúncios e de gerenciamento de espaços publicitários.

O Google, controlado pela Alphabet, contestou a proposta. A empresa afirmou que algumas mudanças no funcionamento do mercado poderiam ser adotadas, mas argumentou que o governo não teria base legal para obrigá-la a vender partes de seu negócio.

O AdX, ou Ad Exchange, é uma plataforma que permite aos editores disponibilizar espaços publicitários para compra em tempo real por anunciantes. Já os servidores de anúncios são ferramentas utilizadas por sites para administrar e gerenciar esses espaços.

A decisão desta quarta-feira ocorre após uma série de disputas antitruste envolvendo o Google. Em 2024, outro juiz federal concluiu que a empresa mantinha um monopólio ilegal no mercado de buscas online.

No ano passado, o Google também propôs vender o AdX para tentar encerrar uma investigação antitruste da União Europeia. A proposta, porém, foi considerada insuficiente por editores europeus.

Com informações da France Presse e Reuters.

Fonte: G1

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