Ao tomar Sol no verão, a maioria das pessoas tenta evitar os raios ultravioletas, mas para outras aplicações tecnológicas esta radiação invisível ao olhos humanos é indispensável para aplicações tecnológicas.
Um estudo realizado por pesquisadores japoneses da Universidade de Kyushu aborda o desenvolvimento de um material molecular de estado sólido que “converte” a luz visível em luz ultravioleta (UV) sob a luz solar comum ao ar livre.
O material, que foi submetido para patente, oferece vantagens para uso prático e matéria-prima de baixo custo. Atingindo uma eficiência de conversão de 1,9% com apenas uma molécula doadora, a equipe encontrou a possibilidade em um semicondutor orgânico.
Apesar de sua importância, a radiação ultravioleta representa cerca de 6% da luz solar que atinge a superfície do planeta Terra, com apenas uma fração dessa quantidade sendo realmente utilizável.
“O que fazemos aqui é ‘somar’ a energia de dois fótons de luz visível para criar um fóton ultravioleta. É um processo fascinante chamado conversão ascendente de luz”, explica Yoichi Sasaki , professor associado da Faculdade de Engenharia da Universidade de Kyushu e responsável pela pesquisa.
Fonte- Metrópoles
