A rede social X completa 20 anos nesta quarta-feira (15). Ao longo dessas duas décadas, a plataforma se consolidou como um espaço de conversas públicas em tempo real sobre temas que dominam o noticiário e passou por uma das maiores transformações de sua história ao ser adquirida pelo bilionário Elon Musk.
Criado originalmente com a proposta de permitir que usuários compartilhassem mensagens curtas sobre o que estavam fazendo, o Twitter ganhou, com o passar dos anos, recursos como vídeos, transmissões ao vivo e comunidades. A rede aproximou artistas, atletas e políticos de seus seguidores e também se tornou palco de anúncios históricos. Em 2020, por exemplo, um tuíte confirmou a morte do ator Chadwick Boseman, intérprete do herói Pantera Negra, em uma das publicações mais marcantes da plataforma.
Sob o comando de Musk, o X alterou políticas internas e passou a enfrentar críticas de parte dos usuários, que migraram para serviços concorrentes como Bluesky e Threads. No Brasil, a plataforma chegou a ser temporariamente bloqueada após descumprir decisões judiciais.
Onde tudo começou
O Twitter foi lançado ao público em 15 de julho de 2006, embora sua primeira publicação tenha sido feita meses antes, durante a fase de testes. Em 21 de março daquele ano, Jack Dorsey escreveu: “Estou criando minha conta Twttr”.
Esse primeiro tuíte foi vendido em 2021 como NFT, um ativo digital único, por pouco mais de US$ 2,9 milhões. Nos anos seguintes, o Twitter se firmou como uma rede em que celebridades, empresas e líderes políticos podiam falar diretamente com o público.
Hoje, a conta mais seguida da plataforma é a de Elon Musk, com cerca de 240 milhões de seguidores. Antes da compra da empresa, o posto era ocupado por Barack Obama, que atualmente reúne cerca de 119 milhões. No Brasil, Neymar lidera o ranking nacional, com aproximadamente 63 milhões de seguidores.
A rede também ajudou a popularizar memes e fenômenos virais. Um dos exemplos mais famosos é a selfie tirada pela apresentadora Ellen DeGeneres durante o Oscar, reunindo estrelas como Brad Pitt, Jennifer Lawrence e Bradley Cooper.
A chegada de Elon Musk
O período mais turbulento da história da empresa começou em 2022. Em abril daquele ano, Musk anunciou uma oferta de cerca de US$ 44 bilhões para comprar o Twitter. O processo foi marcado por negociações, disputas públicas e tentativas de desistência.
Após meses de incerteza, o acordo foi concluído em outubro de 2022. Assim que assumiu o controle da companhia, o empresário promoveu uma ampla reestruturação, com mudanças na liderança, demissões em massa e alterações nas políticas da plataforma.
Desde então, o X passou a ser alvo de questionamentos sobre moderação de conteúdo e combate à desinformação, enquanto Musk defendia mudanças alinhadas à sua visão de liberdade de expressão.
Twitter vira X
Em julho de 2023, Musk anunciou o fim da marca Twitter. O tradicional pássaro azul, símbolo da plataforma por mais de uma década, foi substituído pela letra X, que passou a identificar tanto a empresa quanto o serviço.
A mudança fazia parte da estratégia do bilionário de transformar a rede social em um aplicativo de múltiplos serviços, inspirado no conceito de superapp. A transição veio acompanhada de mudanças no sistema de verificação de contas, lançamento de produtos pagos, flexibilização de regras da plataforma e ajustes em ferramentas para desenvolvedores.
A relação turbulenta com o Brasil
Em 2024, a relação entre o X e as autoridades brasileiras entrou em um de seus momentos mais delicados. Em agosto daquele ano, a empresa anunciou o fechamento de seu escritório no Brasil, alegando que o ministro Alexandre de Moraes havia ameaçado prender a representante legal da companhia caso decisões judiciais não fossem cumpridas.
Dias depois, Moraes determinou que a plataforma indicasse um novo representante legal. Como a ordem não foi atendida, o ministro decidiu suspender o funcionamento da rede social em todo o território nacional. O bloqueio foi revertido cerca de 40 dias depois, encerrando um dos capítulos mais controversos da história do X no país.
Fonte: G1
