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Presidente da Fifa é retratado como fantoche de Trump em jornal

O 'L'Équipe' criticou política migratória dos Estados Unidos durante a Copa do Mundo e destaca casos de atletas, árbitros e integrantes de delegações que enfrentaram restrições para entrar no país.
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O presidente da Fifa, Gianni Infantino, aparece retratado como um fantoche de Donald Trump, na capa desta quarta-feira (10) do jornal francês “L’Équipe”.

A publicação, considerada a principal referência esportiva da França, faz críticas às restrições migratórias adotadas pelo governo americano durante a Copa do Mundo e destaca, em tom irônico, a manchete:

“Bem-vindos aos EUA”.
A reportagem cita o caso do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, escolhido pela Fifa para atuar em partidas do Mundial. Segundo o jornal, ele passou cerca de 11 horas sendo interrogado por autoridades migratórias americanas, chegou a ser mantido em uma cela e acabou impedido de entrar no país.

Depois disso, retornou à Somália, onde foi recebido com festa pela população.

Além do episódio envolvendo o árbitro, outros casos registrados durante a competição também repercutiram na imprensa internacional.

O atacante Aymen Hussein, principal nome da seleção do Iraque, ficou retido por aproximadamente sete horas na imigração antes de receber autorização para ingressar nos Estados Unidos.

Já um fotógrafo que acompanha a seleção iraquiana teve o visto negado ao desembarcar no país e foi deportado de volta para Bagdá.

A situação da delegação do Irã também gerou questionamentos. Inicialmente, os jogadores iranianos só poderiam entrar nos Estados Unidos nos dias em que disputassem partidas da Copa e precisariam deixar o país logo após os jogos.

Nesta terça-feira (9), porém, a agência Reuters informou que as autoridades americanas flexibilizaram a medida e passaram a permitir a chegada da equipe um dia antes dos compromissos.

Relação estreita com Trump

Em dezembro do ano passado, Fifa concedeu um prêmio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “por seus esforços pela paz”. A premiação, chamada de “Prêmio da Paz da Fifa — O Futebol une o mundo”, foi criada em 2025 pela federação por sugestão de Trump

O presidente americano fez uma campanha em favor de si mesmo para receber o Nobel da Paz, que foi entregue à líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado que, posteriormente, entregou o prêmio a Trump.

O presidente norte-americano recebeu o prêmio durante a cerimônia de sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2026, em Washington, das mãos do presidente da Fifa, Gianni Infantino. O dirigente entregou um troféu e uma medalha a Trump.

Fonte- G1

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