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Após decisão da Itália, defesa diz que Zambelli deve sair da Interpol

Nome da deputada foi inserido na lista após pedido das autoridades brasileiras
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A defesa de Carla Zambelli afirmou nesta sexta-feira (12) que a ex-deputada deverá ser retirada da lista de difusão vermelha da Interpol após a Justiça da Itália negar seu pedido de extradição. A avaliação foi feita pelo advogado Fábio Pagnozzi após a divulgação da decisão da Corte Suprema italiana.

Segundo o analista de Política Pedro Venceslau, o advogado considera que uma nova fase jurídica começa a partir da decisão italiana. Ainda assim, permanecem dúvidas sobre a situação de Zambelli em relação à Interpol e à possibilidade de circulação por outros países da Europa.

– Ele ainda não consegue entender direito como fica a situação da Carla Zambelli no que se refere à difusão vermelha da Interpol – relatou Venceslau ao CNN 360º desta sexta-feira (12).

De acordo com informações obtidas pelo analista junto ao especialista em Segurança Pública Elijonas Maia, pessoas presas costumam ter seus nomes retirados da difusão vermelha. No entanto, um novo pedido das autoridades brasileiras poderia recolocar Zambelli na lista.

Pagnozzi informou que pretende buscar apoio do governo italiano para dialogar com a Interpol e autoridades policiais. O objetivo é esclarecer se a ex-deputada está autorizada a circular livremente pelos países da União Europeia.

– A questão é que o nome pode voltar à lista da Interpol se houver um pedido da Polícia Federal brasileira ou do governo brasileiro – destacou Venceslau.

E continuou:

– Evidentemente que no Brasil ela não pode pisar neste momento, porque tem uma ordem de prisão contra ela. Se ela pode sair da Itália, essa é uma outra questão que precisa ser respondida – afirmou o analista.

Zambelli deixou o Brasil após ser condenada a 10 anos de prisão por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ela também foi condenada por porte ilegal de arma e ameaça em um episódio ocorrido em São Paulo durante o período eleitoral. Esse segundo caso ainda é alvo de um processo de extradição na Itália.

DECISÃO DA JUSTIÇA ITALIANA
A decisão da Corte Suprema italiana foi tomada em 22 de maio e divulgada publicamente nesta sexta. O documento aponta que houve violação ao direito de um julgamento justo no processo brasileiro.

Segundo a corte, o ministro Alexandre de Moraes acumulou as funções de vítima de um dos crimes atribuídos a Zambelli e integrante do colegiado que julgou o caso, o que teria comprometido a imparcialidade do processo.

Em resposta, o presidente do STF, Edson Fachin, divulgou nota em defesa da Primeira Turma da Corte. Ele afirmou que o julgamento seguiu a Constituição Federal e garantiu o direito à ampla defesa.

Fonte- Pleno News

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