A Marinha do Brasil mobilizou equipes para localizar o barco pesqueiro S.E. Pescados, que desapareceu em alto-mar com seis tripulantes. A embarcação iniciou a viagem no dia 17 de agosto, partindo de Porto dos Barcos, em Itarema, no Litoral Oeste do Ceará. O último contato do barco com a Capitania dos Portos ocorreu em 27 de agosto.
De acordo com a Marinha, as operações de busca e salvamento foram iniciadas no dia 29 de agosto. A última posição conhecida da embarcação está localizada aproximadamente 150 quilômetros ao norte de Fortaleza. O ponto fica ainda a cerca de 410 quilômetros de Porto dos Barcos, local de onde o barco partiu.
A operação é coordenada pelo Salvamar Nordeste, estrutura responsável pelas ações de busca e salvamento marítimo na região. Equipes e meios da Agência da Capitania dos Portos em Camocim (AgCamocim) foram mobilizados para auxiliar nas buscas.
A Marinha também acionou a Estação Radiogoniométrica da Marinha em Natal (ERMN), como reforço para tentar estabelecer comunicação com a embarcação. Além das equipes oficiais, estão sendo realizadas diligências junto às colônias de pescadores. O plano de auxílio mútuo também foi acionado para ampliar o alcance das buscas e reunir informações que possam ajudar na localização do barco.
A Marinha informou ainda que está emitindo avisos aos navegantes e o objetivo é ampliar a divulgação do desaparecimento e alertar embarcações que estejam navegando em áreas próximas à última posição conhecida. A estratégia busca aumentar as possibilidades de localização do S.E. Pescados e dos seis tripulantes.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o paradeiro da embarcação ou sobre as condições dos ocupantes. As buscas continuam mobilizando diferentes recursos e equipes na tentativa de encontrar o barco. A Marinha orienta que embarcações que tenham informações sobre o S.E. Pescados comuniquem imediatamente às autoridades marítimas. As autoridades seguem acompanhando o caso e realizando novas diligências para identificar possíveis sinais da embarcação.
O desaparecimento mobiliza também a comunidade pesqueira do Ceará, especialmente familiares e pescadores da região de Itarema. A operação permanece em andamento, com esforços concentrados na área correspondente à última posição conhecida do barco.
Fonte: Diário do Nordeste
