O Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou uma carta direcionada ao público evangélico na qual destaca ações realizadas durante os governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e reafirma o respeito da legenda às igrejas evangélicas.
O documento foi elaborado durante o IV Encontro Nacional de Evangélicos do PT, realizado poucos dias após a Marcha para Jesus, evento que reuniu lideranças religiosas e representantes políticos em São Paulo.
Na mensagem, o partido ressalta iniciativas voltadas à liberdade religiosa, como medidas que garantem o livre exercício dos cultos, facilitam a criação de igrejas e reconhecem a música gospel como patrimônio cultural. O texto também menciona a criação de datas nacionais relacionadas à fé cristã e ao combate à intolerância religiosa.
A carta afirma que os governos petistas sempre mantiveram uma relação de respeito com as igrejas evangélicas. Segundo o documento, a legenda reconhece a importância das instituições religiosas e seu papel na sociedade brasileira.
O texto também manifesta apoio à continuidade do atual governo e reforça o compromisso com valores democráticos e populares. Os signatários destacam ainda que a aproximação com o segmento evangélico não tem motivação eleitoral, citando uma declaração recente de Lula sobre a necessidade de não utilizar a fé para obtenção de vantagens políticas.
A divulgação da carta ocorre em meio aos esforços do governo e do PT para ampliar o diálogo com o eleitorado evangélico, grupo que tem ganhado cada vez mais relevância no cenário político nacional.
O presidente Lula não participou da Marcha para Jesus deste ano, mas enviou como representante o advogado-geral da União, Jorge Messias, além de encaminhar uma mensagem aos participantes do evento. Segundo o presidente, a ausência teve como objetivo evitar interpretações de uso político de uma celebração religiosa.
Durante a Marcha para Jesus, o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, discursou para os participantes e afirmou que o Brasil vive uma “guerra espiritual”. Em sua fala, declarou que o “mal será expulso do governo” neste ano.
Também participaram do evento o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes, o ministro do STF André Mendonça e o advogado-geral da União, Jorge Messias.
Fonte: G1
