A escultura da Sagrada Família, retirada da fachada da antiga Escola Jesus, Maria e José, no Centro de Fortaleza, deverá ser restaurada e instalada na entrada da Catedral Metropolitana. A peça, que tem cerca de dois metros de altura, caiu e se partiu em três pedaços durante a remoção, realizada em setembro deste ano.
A previsão é que os trabalhos de restauração durem entre dois e três meses. No entanto, o início do serviço depende da conclusão de procedimentos administrativos da Prefeitura de Fortaleza.
Segundo a Arquidiocese de Fortaleza, a equipe responsável pelo restauro já realizou uma vistoria na escultura e elaborou um levantamento dos danos. A contratação dos profissionais estaria em fase final de formalização.
Após o acidente, a peça foi levada para a Faculdade Católica de Fortaleza, onde permanece sob os cuidados da Arquidiocese. Ainda não foi definido se a restauração será realizada na própria instituição ou na Catedral Metropolitana. A decisão levará em conta aspectos técnicos, o peso da escultura e as condições necessárias para o transporte.
Apesar de ter se quebrado em três partes, as imagens que representam Jesus, Maria e José permanecem intactas. A expectativa é que, após a recuperação, a escultura fique exposta na entrada da Catedral, conforme a intenção do arcebispo Dom Gregório.
A remoção ocorreu em 17 de setembro de 2026, durante uma operação conduzida pela Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal da Infraestrutura (Seinf). O procedimento foi necessário devido às condições estruturais do prédio e ao risco de queda da peça.
Após o acidente, a Prefeitura prestou apoio, e a empresa responsável pela retirada assumiu a responsabilidade pelos danos causados à escultura.
História da antiga Escola Jesus, Maria e José
A Escola Jesus, Maria e José teve sua pedra fundamental lançada em 14 de setembro de 1902, por iniciativa de Dom Joaquim José Vieira, segundo bispo do Ceará. O prédio foi inaugurado em 22 de janeiro de 1905, com o objetivo de oferecer educação a crianças pobres, especialmente meninos.
Ao longo do século XX, o imóvel também abrigou instituições ligadas à educação, à Igreja e à comunicação, como a Rádio Assunção Cearense. Em 2007, o edifício foi tombado definitivamente pelo Município de Fortaleza.
Anos depois, o local chegou a ser ocupado por famílias em situação de rua. Atualmente desativado, o prédio apresenta sinais de deterioração e necessita de intervenções para preservar seu valor histórico e arquitetônico.
Fonte: Diário do Nordeste
